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Mania de Raça: Bull Terrier

Mayra Catharino1 comment1452 views

A série Mania de Raça está de volta e hoje veio falar de um cachorro maravilhoso: O Bull Terrier. – Estava morrendo de saudade desse tipo de post! E vocês?

A história e as funções que essa raça desempenhava nos levariam a imaginar um cachorro com um temperamento reservado e até mesmo agressivo, porém quem possui um desses como pet pode afirmar que não existe cachorro mais bobão e carinhoso.

bull terrier 1

O Bull Terrier teve origem na Grã-Bretanha, a partir de cruzamentos entre as raças Buldogue e Terrier Inglês Branco, sendo esta última extinta nos dias atuais. Como o ser humano é um bicho perigoso, essa cruza entre raças foi feita com a intenção de se obter um animal mais forte e violento para as rinhas de cães. Mais tarde, foi cruzado novamente com a raça Spanish Pointer, afim de aumentar o tamanho dos animais.– Hoje com as rinhas proibidas, essa coisa linda recebeu uma digna função: a de companhia.

bull terrier 2

O temperamento indócil e perigoso, selecionado para combates entre cães, foi sim marcante na raça, atribuindo a esta o nome de “cão gladiador”, mas já é uma tendência perdida com o passar do tempo. – Todos os Bull Terriers que conheci e que já ouvi falar eram cães absurdamente amorosos. Isso demonstra que a raça pode até possuir uma tendência, mas que a criação é algo decisivo no temperamento de um animal.

Em meados de 1860, Mr. James Hinks conseguiu uma variedade toda branca desses cães que logo se tornou queridinha entre as pessoas, recebendo o nome de “Cavaleiro Branco”.

bull terrier 3

Seu porte é considerado médio, mas essa definição não exemplifica muito bem. São animais baixos porém compridos.

São cães fortes e possuem corridas do tipo explosão – aquelas que utilizam muita força, mas que não duram muito tempo –. Essa característica, juntamente com seu porte, restringe um pouco o espaço de criação, sendo aconselhável uma propriedade de tamanho médio a grande. Seu nível de atividade física é mediana.

bull terrier 4

A pelagem dessa raça é curta, exigindo uma escovação semanal.

É um animal sociável e sua criação é compatível com outros animais e crianças, porém é necessário tomar um certo cuidado, pois é um cachorro que não tem a mínima noção de sua força. – Tanto é que seu nome Bull significa touro em inglês.

bull terrier 5

O adestramento é um pouco complicado, pois tem um nível baixo de aprendizado.

Como eu sempre digo, nem tudo são flores, e precisamos ficar atentos para as doenças que essa raça possui propensão. A surdez e os problemas de pele são muito comuns, este último principalmente nos exemplares de pelagem branca. Cardiopatias, problemas renais e atrofia progressiva da retina também são constantes, geralmente na variação miniatura da raça. – Para minimizar as chances do seu animal possuir ou vir a desenvolver algum desses problemas, prefira criadores profissionais e sempre exija uma consulta com um médico veterinário de sua confiança.

bull terrier 6

É um pet carinhoso, com uma busca grande por atenção. É brincalhão, protetor e extremamente devoto ao dono. Um cão tudo de bom! Algum tempinho atrás, essa raça virou uma sensação no Facebook devido ao artista brasileiro Rafael Mantesso que faz desenhos divertidos com a ajuda de seu cão.

bull terrier 7

Para conferir mais dessa duplinha, corre lá no insta deles @rafaelmantesso – Nem preciso dizer que me apaixonei, já estou seguindo e foi super difícil escolher quais desenhos colocar no post, né?!

Lindeza demais para uma raça só! Espero que tenha dado para conhecer um pouquinho mais desse amor em pelos. Não esqueçam de comentar para saber o que vocês acharam, de compartilhar para ajudar na divulgação e de seguir o blog nas redes sociais (Facebook | Instagram | Twitter | Youtube)

 

Um SUPER beijo e até a próxima!


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Mayra Catharino
Médica Veterinária pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), apaixonada por fotos e bichos. Enxergou na internet a oportunidade de ajudar pessoas e pets, se encantando pela blogosfera, criando assim o Divã Veterinário. Para saber mais, clique aqui

1 Comment

  1. Olá Mayra Catharino!

    Eu já estava há algum tempo querendo voltar aqui ao seu blog para aprender mais sobre pets. A primeira visita minha foi quando eu estava pesquisando no Google sobre a toxicidade do “K-Othrine” e encontrei o esclarecimento aqui. Hoje eu tive um tempo legal e li vários posts e assisti alguns vídeos que tratavam de assuntos que iam desde alimentos e plantas tóxicas, passando por transporte e chegando até aqui nesta seção “Raças”.

    Há bastante tempo eu tive um vizinho que tinha um cão dessa raça (Bull Terrier branco) e lendo seu post eu comecei a achar que não iria concordar com a sua exposição, porém você mencionou, mesmo que de passagem, o cuidado que se dever ter com eles, pois não reconhecem sua própria força e podem ficar surdos e meio cegos o que os leva a estranharem pessoas que podem ser já conhecidas deles há muito tempo, como os próprios moradores da casa.

    A pressão da mandíbula desses animais é uma coisa absurda e uma simples mordidinha, para eles, pode ser terrível para quem foi mordido, portanto, todo cuidado é pouco.

    Parabéns por esse excelente consultório virtual para criadores e espero sinceramente que você obtenha muito sucesso em sua carreira de Medicina Veterinária.

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