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Mania de Raça: Pug

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Hoje vamos falar do Pug, essa raça que conquistou muitos corações nesses últimos anos. Acredita-se que sua origem seja oriental, pois os primeiros relatos da aparição dessa fofura foi na China, mais precisamente em monastérios budistas do Tibete.

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Trata-se de uma raça muito antiga, anterior a 400 a.C., mas sua fama só surgiu após a triologia Homens de Preto.

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Um fato super interessante é que o nome Pug foi inspirado em uma espécie de macacos (que levam o mesmo nome), tudo isso por causa do seu nariz achatado. Esses macacos eram pets muito populares em meados de 1700.

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A agressividade desse cachorro é baixa, permitindo um convívio harmonioso com outros animais e crianças de todas as idades (lembrando que isso dependerá também da criação). É cauteloso com estranhos, mas ainda assim não pode ser considerado um cão de guarda, pois sua vocalização (no popular: latidos) é baixa. A busca por afeto é grande, tornando-os uma ótima companhia. Além disso é brincalhão, muito disposto e seu nível de aprendizado é mediano.

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Seu tamanho é pequeno e seu nível de atividade física é moderado, isso permite uma criação em áreas pequenas (utilizando sempre o bom senso, né minha gente?!). Sua pelagem curta requer uma escovação semanal. As cores oficiais da raça são prateado, abricó-castanho e preto. Longevidade de 13 a 15 anos.

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Mas como toda raça não é feita somente de qualidades, os pugs apresentam propensões à algumas doenças. Por ser um animal braquiocefálico (“focinho achatado”), podem possuir dificuldades respiratórias ou até mesmo desenvolver doenças. Por esse mesmo motivo, são muito sensíveis à altas temperaturas, pois a respiração é uma maneira de perda de calor, logo sofrem estresse térmico com mais facilidade. Além disso, a braquiocefalia também facilita alguns problemas oculares, como por exemplo o prolapso do globo ocular (“o olho sai da órbita”).

pug 6Na hora de escolher um criador é muito importante levar em consideração doenças hereditárias (aquelas que são passadas de geração para geração) e congênitas (o animal nasce com ela, um exemplo disso seria a má formação das narinas). No caso dos pugs, como vocês já puderam reparar, muitas enfermidades relacionadas ao sistema respiratório e ao globo ocular podem estar presentes (além de outras, é claro!). Minha indicação é encontrar um médico veterinário de sua confiança e propor ao criador uma consulta, assim vocês podem entrar em um acordo caso o animal apresente algum problema (como diz o ditado: O combinado não sai caro!).

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Mas apesar de roncos, essa raça é uma paixão. Perfeita para pessoas que vivem em casas pequenas, ou até mesmo em apartamentos.

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E vocês, o que acham dessa raça? Comentários e sugestões são sempre bem-vindos!

 Beijos e até o próximo post!


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Mayra Catharino
Médica Veterinária pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), apaixonada por fotos e bichos. Enxergou na internet a oportunidade de ajudar pessoas e pets, se encantando pela blogosfera, criando assim o Divã Veterinário. Para saber mais, clique aqui

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