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Reflexão: Adestrando a Mayra

Mayra Catharino223 views

Sim, é isso mesmo! Hoje vamos falar sobre o meu adestramento. Pode parecer estranho o título, mas ao longo da reflexão, tudo fará sentido.

MONTAGEM EU

Sempre tive muita sorte na vida, todos os meus cães e a maioria dos lares temporários que dava eram extremamente calmos e muito fáceis de lidar.

Um cão que me marcou muito foi meu pastor alemão, o Astor. Meu vô Ademar fez um ótimo trabalho ensinando-o a passear corretamente. Nunca tivemos nenhum problema. O bom coração e o instinto de proteção tornaram meu amado cachorro um excelente companheiro. – Apesar de não ser adestrado, quando era solto na rua, nos seguia e se alguém demonstrasse ser um perigo, ele fazia seu papel de guarda.

MONTAGEM ASTOR

Outro dog que me chamou muita atenção foi o Billy, meu primeiro lar temporário. Não fazia as necessidades no apartamento, quando apertado demonstrava a urgência de ir passear. Não subia na cama ou no sofá, nem pegava nada da mesa. Durante meus horários de aula ficava tranquilo sozinho, preferia a mini-varanda onde ficava a observar a rua enquanto tomava sol.

MONTAGEM BILLY

Até que chegou Maria Alice, a pestinha. Cachorra com muita energia, grande inteligência e absurdamente levada. Se entediava fácil, então logo partia para destruir os móveis, revirar o lixo e derrubar tudo que havia na pia e na mesa. Na época não pensei em procurar ajuda, pois acreditava que todas essas atitudes sapecas eram devido ao pequeno apartamento e que logo que ela arrumasse um dono com um espaço adequado, gastaria a energia e sossegaria. – Ela acabou indo para um sítio, onde deu um certo trabalho para o dono que felizmente ria ao comentar que tinha que levantar as 4 da manhã para prende-lá, pois se não ela tentava brincar com os patinhos e a mamãe pata voava em cima dela.

MONTAGEM MARIA ALICE

E então foi a vez de Hugo. Ele é um cachorro muito amável e nunca foi de causar muitos problemas, porém seu medo e seu trauma pelo abandono tornaram muito difícil chamar a atenção dele. Qualquer movimento era motivo para se encolher e por muitas vezes, nem reparava o porquê lhe era chamado a atenção. Além disso, começou a demonstrar traços da Síndrome da Ansiedade da Separação, fazendo um belo de um escândalo toda vez que eu saía. Aí não tive escolha, fui obrigada a buscar ajuda de colegas que se dedicam a estudar comportamento.

montagem hugo

A partir desses capítulos, comecei a reparar como agimos errados com os animais. Cada pet é único e precisa de um tratamento comportamental personalizado. Temos a infeliz mania de achar que se agirmos da mesma maneira, os cães vão sair com o mesmo comportamento. E quando não dá certo, a culpa é do pobre cachorro.

Se seu animal de estimação está demonstrando um comportamento inadequado, é hora de contratar um profissional para, com cautela, analisar e achar os reais motivos disso. Às vezes seu jeito de educar não é o adequado para aquele perfil de cão, ou talvez você não saiba como educar. Adestramento não é só para o pet, é para o responsável também!

Após as dicas, modifiquei as minhas atitudes erradas e agora Hugo está mais calmo e passeia de maneira menos desesperada. – É um processo lento e cada dia é uma nova conquista.

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E você? Já teve ou tem algum problema comportamental do seu pet? E o que você fez? Chamou um adestrador? Me conta nos comentários, vou adorar saber!

Um SUPER beijo e até a próxima!

Mayra Catharino
Médica Veterinária pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), apaixonada por fotos e bichos. Enxergou na internet a oportunidade de ajudar pessoas e pets, se encantando pela blogosfera, criando assim o Divã Veterinário. Para saber mais, clique aqui

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